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Durante a manhã um ônibus capotou na estrada que liga a cidade satélite Santa Maria ao Plano Piloto, área Central de Brasília. Segundo a polícia o ônibus transportava aproximadamente 80 pessoas. Uma mulher morreu e mais de 40 pessoas estão feridas. Foi constatado que os pneus do veículo estavam carecas.
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As 12h de quarta-feira o Ministério da Educação (bloco L na Esplanada dos Ministérios em Brasília) pegou fogo no 8º e 9º andar. Segundo informações o incêndio foi causado pela explosão de uma subestação energética do prédio. Não houve feridos.
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As duas notícias são importantes. Uma mostra claramente as péssimas condições do transporte público da Capital do País e a outra mostra a fragilidade da estrutura física dos órgãos públicos brasileiros. Porém, a questão de noticiabilidade é que a primeira foi ratratada em TODOS os veículos da região enquanto o segundo não foi apresentado. O principal motivo é a fragilidade do nossos meios de comunicação: todos são voltados para o lucro. Qual evento é mais rentável? Aquele em que pessoas sofrem e principalmente quando se tem morte. Isso é fato. Casos como o da Isabela Nardoni: depois daquela bagunça toda, de câmeras 24h em frente a casa da família e etc, a mídia mostrou se eles foram punidos ou não? Por que isso? bom… a notícia “deu o que tinha que dar”.
Wolf Maia* retrata o conceito de noticiabilidade: “o conjunto de critérios, operações e instrumentos com os quais os órgãos de informação enfrentam a tarefa de escolher, quotidianamente, de entre um número imprevisível e indefinido de factos, uma quantidade finita e tendencialmente estável de notícias”.
O critério brasileiro de noticiabilidade é: aproveitar ao máximo o que aquela informação pode dar e deixar de informar “n” outras coisas. Isso seria falta de ética?
*Wolf, M. (2002). Teorias da comunicação. Lisboa, Editorial Presença.