Muitos jovens sonham em conseguir um trabalho e morar sozinhos. Há os que não têm opção: precisam sair de casa, para cursar uma boa faculdade. Alguns conseguem abandonar a mordomia: roupa limpa, comida da mamãe, mesada do papai. Outros adolescentes desistem no meio do caminho, voltam para casa e deixam para depois a idéia de sair do ninho

Nos Estados Unidos, ao terminar o ensino médio, o adolescente, geralmente, sai de casa, para estudar em universidades distribuídas pelo país. Aos poucos, torna-se independente financeiramente. Os pais acostumam-se à ideia de maneira mais fácil, afinal, já passaram pela mesma situação.
No Brasil, os filhos deixam as mordomias do lar, normalmente, para casar-se. Isso acontece cada vez mais tarde. Na década de 90, a média de idade para uma união era de 24 anos para a mulher e 27 para o homem. Segundo dados do IBGE, hoje, a idade média para o casamento no país é de 27 anos para as mulheres e 30 para os homens.
O Instituto DataFolha constatou que 53% dos jovens brasileiros consideram que a maior conquista de suas vidas é a independência financeira. A pesquisa foi realizada com jovens de 12 a 30 anos. A aluna de Jornalismo Helinéia Suassuna, 20 anos, faz parte desta estatística. Ela trabalha desde os 15 anos e nunca gostou de depender dos outros, inclusive dos pais.
Grande parte desses jovens querem sair de casa. Para a estudante de Direito, Naiara Feitosa, de 19 anos, o que falta para obter sua liberdade é uma forma de conseguir sustentar-se. “Tenho vontade de sair de casa, mas, para isso, preciso de um emprego que me dê estabilidade o suficiente para que eu consiga ser independente”, analisa a aluna.
Há os adolescentes que já possuem um salário e trabalham há muito tempo, mas retardam a saída de casa à espera de estabilidade. Esse é o caso do estudante de Jornalismo Rogério Brandão, 25 anos. Ele trabalha desde os 17 anos, possui um emprego fixo e paga as suas contas, mas espera “alcançar objetivos primários, como estabilidade e conquistas profissionais”, para, depois, deixar o lar.
Segundo a estudante Natália Rezende, de 20 anos, a saída da casa dos pais foi motivada, por tentar melhores condições de estudo. Ao terminar o ensino médio, a estudante resolveu mudar-se para Brasília, para estudar. “Aqui, o acesso a oportunidades é mais fácil, porque há cursos especializados para determinados concursos”, atesta.
De acordo com ela, a mudança fez-lhe ter mais responsabilidade. “Comecei a ter expectativa maior e melhor das coisas futuras. Depois, tive de me adaptar às pessoas. Isso faz diferença quando se muda para cá”, confessa a estudante.
Para a psicóloga Suzana Joffily os pais têm dado mais liberdade para os filhos dentro de casa; essa é uma maneira de evitar que saiam. “Os pais têm mantido os filhos em co-dependência emocional, por medo de eles saírem de casa, pelo nível de violência urbana”, ressalta.
Suzana Joffily ainda afirma que o mercado de trabalho tem exigido mais especialização. Isso implica os pais quererem que os filhos se dediquem aos estudos. Os jovens, no entanto, aproveitam a situação e tornam-se “estudantes profissionais”, enquanto os pais os sustentam. Há acomodação por ambas as partes.
Ainda tenho 8 anos de vida!
Que belo, Kaká, estou no seu blog…rsrs
Faz tempo que não deixo um recadinho por aqui,
mas saiba que estou sempre de olho no que você escreve.
Já que sou sua observadora (que adora o que você escreve).
Olha, sempre quis sair de casa. Isso sempre foi um sonho para mim. Espero que este sonho esteja perto de se realizar.
Mas nem todos pensam como eu penso. Tem homem de 30 anos que ainda mora com os pais, e adora esta situação…rs
Continue assim, minha bela.
Muito sucesso, jornalista.
Apareça no meu blog sentimental, melodramático…rs
Um beijo