

Nascido e criado em Cocalzinho (GO), ele começou a trabalhar cuidando da pastagens… Ao longo do tempo passou a adestrar cavalos nas fazendas que eram perto de casa. Em sua rotineira vida, a única coisa que não mudava era a reunião com os amigos no final do dia eles celavam animais e faziam seus próprios rodeios.
Em um desses finais de tarde, o responsável pelo rodeio de Cocalzinho o viu montar e o convidou para participar do evento. Depois de alguns prêmios, Seu Francisco largou a vida na roça e resolveu a correr o país montando cavalos e bois nos rodeios. “Cheguei a ir até a Barretos”… (é o que ele conta!!!)

No final das festas, ele retornava para sua cidade de origem para ver a mãe. Dona Maria ficava aliviada de vê-lo vivo e sem se machucar. Uma senhora muito religiosa, sempre fazia promessa pedindo pela proteção do filho. O maior desejo da mãe era para que esse filho deixasse os rodeios e passasse a ter uma vida tranqüila.

Sua última montaria foi aos 32 anos. Para se aposentar ele optou pelo rodeio no qual onde começou: o de Cocalzinho. A despedida montar o cavalo Chauí, o animal mais perigoso da região. Seu Francisco conta que ele ficou mais de 12 segundos em cima do animal: mais do que qualquer outro peão.
Ao chegar ao hotel fazenda, logo fomos avisados pela gerente “o seu Francisco é o responsável pelos cavalos e pelas charretes. Ele tem boas histórias”..
É, ele realmente teve uma vida cheia de histórias!
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